Na vila de Dogok, em Miryang, onde as árvores de caqui se espalham pelo vale, vive Kim Mae, de 88 anos. Aos 17 anos, Mae se casou e mudou-se para a atual vila de Dogok para escapar do recrutamento forçado no Japão. Em 1945, a libertação inesperada chegou, e a esperança de apenas coisas boas encheu Dogok também. No entanto, uma sombra de violência, de origem desconhecida, começou a pairar lentamente sobre Mae. Em 1950, as consequências da Guerra da Coreia também não pouparam Dogok. O marido de Mae, que liderava a associação de jovens da vila, foi envolvido no massacre da Liga de Proteção Nacional e desapareceu. Deixada sozinha, Mae sobreviveu com seus dois filhos pequenos roendo cascas de árvores e partindo lenha. Seu filho mais velho, Hee-do, que abandonou a escola na adolescência e trabalhava em canteiros de obras, voluntariou-se para a Guerra do Vietnã para provar que seu pai não era um comunista. No entanto, o que ele recebeu em troca foi um certificado irônico que provava que seu pai ainda vivia na vila de Dogok.