Uma dona de casa, ao retornar para casa tarde da noite, é agredida sexualmente por dois jovens. Em um ato de autodefesa, a mulher morde a língua de um dos agressores. No entanto, é ela quem é processada pelo agressor e, eventualmente, presa. Durante o processo judicial, os insultos sexuais e pessoais, bem como as palavras venenosas da promotoria, do tribunal e do advogado da parte contrária, empurram a mulher cada vez mais para o limite, e, absurdamente, ela é considerada culpada. Embora liberada sob liberdade condicional, os olhares frios das pessoas ao seu redor, os rumores maliciosos e, acima de tudo, a desconfiança de seu marido e de sua família a mergulham em profunda miséria. No entanto, ela decide apelar e, junto com uma advogada que se oferece para defendê-la, embarca em uma luta judicial árdua. Finalmente, o caso é resolvido graças ao falso testemunho, à retratação e ao depoimento de sua cunhada, que esteve presente na cena do crime.