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Medley de Cheonggyecheon (2002)

A superfície distorcida do ferro enferrujado, o som arrepiante do metal colidindo, sendo cortado e fundido, e a água e o óleo escorrendo entre os metais são imagens que simbolizam a ansiedade do diretor e que aparecem em seus sonhos desde a infância. Para encontrar a causa de seus pesadelos, o diretor vagueia pelos becos de Cheonggyecheon, em Seul, onde se concentram pequenas fábricas de metal. Nesse processo, ele percebe que a experiência de seu avô, que administrava um ferro-velho no Japão durante a ocupação colonial, tornou-se um inconsciente coletivo transmitido de geração em geração para seu pai e para ele mesmo. Sob a forma de uma carta ao seu falecido avô, ele começa a reconstruir esse inconsciente coletivo junguiano em imagens, através das diversas ferrarias, fundições e fábricas de moldes de Cheonggyecheon que observou. Começa então um documentário altamente "subjetivo", com uma narração de tom instável, na qual o diretor questiona seu avô se seus pesadelos não seriam a transmissão, através do inconsciente dos sonhos, das experiências traumáticas vividas pela geração anterior durante um período de mudanças drásticas.