Nós fotografamos quase todos os dias. Recortamos um quadrado no quadro desejado. Esse quadrado, separado do mundo infinito conectado, é reconectado a coisas estranhas para se tornar um filme, ou se torna uma imagem isolada no Facebook ou Instagram. O quadrado é morto pela intenção de quem o captura. E é morto uma segunda vez pelo significado de quem o vê. Pois nada é ele mesmo. O quadrado não tem significado humano. Quando dizemos: 'Essa cena é linda!', a palavra 'linda' é apenas a excitação humana, sem qualquer relação com o próprio quadrado. As flores desabrocham sem motivo. Aqui, o músico Ryu Han-gil realiza um ritual de purificação para esse quadrado. Ele limpa o corpo do quadrado, descolore o significado sufocante que impusemos a ele, devolvendo-o ao seu estado original. Quer saibamos ou não, sempre e em todos os lugares o veremos e ouviremos ressoando com uma leve onda. As pessoas sensíveis.